Praticando a teoria

Ontem eu pude provar um pouco mais da graça e da misericórdia de Deus, e não compartilhar seria egoísmo da minha parte.

Nas últimas aulas do curso, vimos que o autor é bastante enfático ao atacar o maior ladrão de nosso precioso tempo, que é o televisor. Vimos também como o horário das refeições é importante para as crianças, e um momento precioso de comunhão familiar, muitas vezes perdido diante da TV.

Para que você entenda a situação, vou contar um pouco da minha vida. Eu e minha esposa trabalhamos fora e normalmente chegamos em casa cansados de um dia atarefado (como todo trabalhador normal!). Assim que adentramos em nosso lar, nossos filhos vêm correndo nos abraçar, pedido atenção e “papa”, embora ambos já tenham jantado na escola. Como ninguém é de ferro, para se ter uma aparente tranquilidade, o procedimento padrão adotado sempre foi fazer o prato das crianças, posicionar a mesinha delas diante da televisão e sintonizar o canal de desenhos. Detalhe: no dia do rodízio de veículos (adotado pela Prefeitura de São Paulo), minha esposa fica no trabalho até mais tarde. Nesse dia, eu chego antes e sou incumbido de executar a difícil tarefa descrita acima sem qualquer ajuda.

Confesso que no começo parecia mais difícil, mas com a prática você acaba pegando o jeito e rapidamente coloca tudo em seu lugar. Devidamente instaladas, as crianças passavam a comer assistindo um desenho, enquanto eu corria para matar aquilo que estava me matando.

Porém, as lições que mencionei estavam me incomodando muito. Somente aos finais de semana conseguíamos sentar à mesa com a televisão desligada e tomar uma refeição em família, como deve ser. E eu queria muito mudar a rotina do jantar com TV. Já havia comentado com minha esposa a respeito, e decidi que a hora da virada tinha chegado. Hoje jantaríamos sem televisão.

Com a ideia na cabeça, procurei ser o mais ágil possível para ter a atenção das crianças e impedir que ligassem o roubador de tempo. Coloquei a pequena no cadeirão, fiz seu prato, e deixei que começasse a comer enquanto preparava a refeição do mais velho e o posicionava na mesa anteriormente posta. Com os dois devidamente instalados, preparei meu jantar e tomei meu lugar à mesa. Nem acreditei que nós três estávamos comendo sem olhar para um desenho animado.

Poucos minutos depois chegou minha esposa, que ficou mais surpresa do que eu e, com um sorriso no rosto, se apressou para assentar-se conosco. Vi uma cena até então apenas imaginada, que parecia tão distante, e só precisou de um pouco de esforço e boa vontade para se tornar real. Vi minha família reunida, jantando, compartilhando sobre o dia. Vi a expressão alegre de meus filhos, que comiam com facilidade (pois nada os distraía). Vi minha esposa feliz, pois ela também almejava aquilo. E fiquei feliz, como marido, pai e líder do lar, por atingir uma meta estabelecida que me fez crescer.

Então compreendi a satisfação daquele homem que procurou o Pr. Edwin ao final de uma palestra para lhe contar a alegria que teve ao jogar sua televisão no lixo.

Homens, tenham coragem e tomem a atitude que Deus, sua esposa e seus filhos esperam de vocês. Façam da hora das refeições um momento especial de comunhão e ministração de sua família. Isso só será possível se mantiverem a ladra do tempo longe da mesa do jantar!

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