É preciso ter coragem

“Nesta vida existem certas coisas que são mais importantes que a própria vida.” Esta é uma das inúmeras frases de impacto escritas por Edwin Louis Cole no curso Homem ao Máximo. De fato, reconhecer algo como mais valioso que a própria vida é uma prova de coragem.

Achou estranho? Pode até parecer, mas não é. O texto a seguir foi recebido por e-mail e está disponível na Internet em inúmeros sites, com variações mais ou menos acaloradas, dependendo do ponto de vista, sem que isto afete sua veracidade, que foi constatada. Trata-se da história de dois homens corajosos, e bem ilustra a frase de Edwin.

História número um

Há muitos anos, Al Capone era o dono virtual de Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ao contrário, ele era notório por promover tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos. Capone tinha um advogado apelidado “Easy Eddie”. Era seu advogado por um excelente motivo: Eddie era muito bom! Na realidade, sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.

Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem, tanto em espécie quanto em benefícios. Eddie e sua família moravam em uma mansão que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago, protegida com todas as conveniências possíveis. Ele vivia a vida da alta roda da cidade, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção.

Apesar de seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar a diferença entre o certo e o errado. Queria que seu filho se tornasse um homem melhor do que ele. Porém, mesmo sendo rico e influente, Eddie não podia dar ao filho um bom nome ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie tomou uma decisão difícil. Numa tentativa de corrigir as injustiças de que era cúmplice, resolveu que iria procurar as autoridades e revelar a verdade sobre Al “Scarface” Capone, limpando seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade.

Para isso, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou. Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.

Aos seus próprios olhos, ele tinha dado ao filho o maior e mais caro presente que poderia oferecer.

A polícia recolheu em seus bolsos o seguinte poema, recortado de uma revista:

“O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.”

História número dois

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O’Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Um dia, seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha se esquecido de encher completamente os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio.

O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota. No caminho, viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana.

Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira.

Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses. Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro.

Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida, e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O’Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas. O vídeo abaixo é uma simulação e dá para ter uma ideia do que aconteceu.

Isso ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942. Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra. No ano seguinte ele morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse. É por isso que o principal aeroporto de Chigado se chama Aeroporto O’Hare, em tributo à coragem deste grande homem.

O que estas duas histórias têm em comum?

Edward Henry “Butch” O’Hare era o filho de Easy Eddie (Edgar Joseph O’Hare, que passou a usar Edward ao invés de Edgar antes de morrer).

Eddie teve coragem para resgatar sua hombridade, pois para ele isso era mais importante que a própria vida.

E você, tem coragem suficiente para ser homem?

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Um comentário para "É preciso ter coragem"

  1. MYRTES STORCH 11 de maio de 2013 às 11:51 am 1

    ENCONTREI AI, UM POUCO DO QUE TENHO PENSADO…………
    * O RELOGIO DA VIDA PODE PARAR A QUALQUER MOMENTO *


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