Atitudes masculinas que agradam as mulheres

Por Diva Silva, psicóloga

Há objetos tão pesados que não podemos levantar, distâncias tão longas que não podemos percorrer, frutos em galhos tão altos que não podemos colher, votos tão irresponsáveis que não podemos cumprir, imagens tão longínquas que não podemos discernir, sonhos tão utópicos que não podemos concretizar, coisas tão caras que não podemos comprar.

Vemos e ouvimos diariamente comentários diversos sobre como é difícil agradar uma mulher. Tenho em mãos agora uma lista cujo titulo é “Como fazer uma mulher feliz?”

Para fazer feliz uma mulher é necessário ser (são só quarenta itens!): amigo, companheiro, amante, irmão, pai, chefe, educador, cozinheiro, mecânico, encanador, eletricista, sexólogo, psiquiatra, psicólogo,terapeuta, audaz, … etc.

Será que é este mesmo o ideal feminino sobre os homens? É isto que a mulher espera de um homem que tem hombridade?

Imagine as cenas abaixo:

Um casal com uma criança de uns quatro, cinco anos está no mercado, fazendo suas compras. Os três param em frente a uma determinada gôndola, a mulher apanha o produto e mostra ao seu companheiro, fala algo e ele responde, começam a conversar. Imediatamente o homem passa a demonstrar sinais de irritação e a alterar a voz. A criança percebe, se volta e fica olhando para os dois. Ele fala algo, ela diz alguma coisa, vão falando e ele começa a gesticular, olha para ela com os olhos faiscando e diz, em alto e bom som: “Como você é burra, já falei…”. As pessoas ao redor, sem jeito, fazem de conta que não viram nada, a mulher abaixa a cabeça e coloca a mercadoria no lugar, a criança continua olhando para os dois.

Uma família com uma criança de seis anos está jogando boliche com outra família. A mulher erra a jogada, o marido se vira e fala em tom de brincadeira: “Esta é a minha mulher, não faz nada certo!” Todos riem. A criança também ri e repete: “É mesmo, a mamãe não sabe nem jogar.”

Detalhe, os homens em questão possuem nível universitário.

Há alguns anos as jovens adolescentes colecionavam álbuns de adesivos com a frase “Amar é…”. Havia várias: nunca ter de pedir perdão, fazer isto ou aquilo. Engana-se quem pensa só desta forma. No relacionamento humano lidamos com as diferenças, e o fundamental nas relações é procurar harmonizá-las. Como fazer isso? Harmonizamos as diferenças trocando experiências e valorizando as diferenças, aprendendo a respeitá-las. Podemos discordar do outro, mas com respeito.

Aristóteles, filósofo grego autor de Ética a Nicômaco, já dizia:

Educar a mente sem educar o coração não é educar.

Imaginamos que o que une pessoas é o amor, mas amor é mais do que um sentimento. Ele tem que ser expresso em ação.

E a principal expressão do amor é a ação do respeito. Sim, ação, porque se não houver a manifestação do respeito ele não existe. Naquelas duas situações colocadas acima, percebemos ações de desrespeito à mulher.

Observamos nos vários segmentos da sociedade o quanto está em falta este artigo. Vemos crianças pequenas e grandes encarando seus pais de igual para igual como se isso fosse a coisa mais natural (sem respeito), alunos que desrespeitam e até agridem professores, idosos tratados com violência.

Acreditamos que ações de desrespeito são originadas por pessoas sem cultura, que não tiveram oportunidade de estudar. Que engano.

Na escola aprendemos a teoria, em casa treinamos a teoria aliada com o coração, através do diálogo e principalmente observando como nossos formadores (pais) agem.

Em nosso país muitas mulheres dependem de uma lei Maria da Penha para serem e se sentirem respeitadas. Quando pensamos em desrespeito lembramo-nos de mulheres e crianças que são agredidas, oprimidas, violentadas, mas não percebemos as pequenas demonstrações de falta de respeito, que vão minando as relações em todas as esferas de convivência.

Com as conquistas femininas atuais em todas as áreas da vida, parece que, como estamos todos lutando na mesma “arena”, o respeito não é mais importante, não precisa ser praticado. Engana-se quem pensa assim. Hoje como ontem – e creio que sempre – a mulher tem necessidade de, assim como o homem, se sentir e ser respeitada.

Em Efésios 5:25 está escrito: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja.”

O marido deve amar sua parceira, e isso deve se demonstrado não só com palavras, mas muito mais com atitudes. A falta de respeito vai gerando uma mágoa e um distanciamento, criando um muro no relacionamento. Ninguém se sente amado se só ouve isso através de palavras, mas não sente a ação de respeito.

Dentre as características que compõem a hombridade o respeito é a principal, porque é uma ação que vai repercutir em todas as situações e gerar condições para que outras características sejam desenvolvidas, pois só o homem que respeita gerará uma autoridade autêntica e poderá contribuir para fazer a felicidade da mulher, além de transmitir esse ensino aos filhos, que repetirão o comportamento em suas vidas.

Se houver este respeito do homem para com a mulher, certamente ele conseguirá suprir muitas necessidades pessoais dela, e o resultado será a possibilidade de uma boa comunicação. Ao contrário da mágoa, que cria muros, a boa comunicação possibilita a construção de pontes que facilitarão a convivência.

Respeito é uma via de duas mãos, onde se desenvolve um livre trânsito de comunicação, e leva a outras atitudes saudáveis para um bom relacionamento, com a possibilidade de acerto e aprendizagem.

Quantos meninos e meninas vivem preocupados, sem saber como o papai agirá com a mamãe hoje, e nem como será com eles amanhã na apresentação da escola, se por acaso não acertar todos os passos, pois sabem que vão ouvir a frase “Você é igual sua mãe mesmo!”, e isso vai doer e vai fazer mal.

O menino que crescer numa família onde o pai tem hombridade, e tiver uma educação emocional da mente, será no futuro um homem de hombridade e saberá respeitar o outro independentemente se concorda ou não com ele, porque terá aprendido a lidar com as diferenças. Certamente terá atitudes que irão agradar a mulher.

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3 comentários para "Atitudes masculinas que agradam as mulheres"

  1. Katia Lima 19 de setembro de 2011 às 3:59 pm 1

    Excelente!! Parabéns Diva!! Parabéns Eduardo!! Deus abençõe vcs!!

  2. João batista Ferreira 20 de setembro de 2011 às 1:45 am 2

    Um bom relacionamento com Deus é a base para a aquisição de hombridade. Depois disso podemos e devemos levá-la em todos os lugares e situações de nossas vidas.

  3. Jonas Pereira de Sousa 20 de setembro de 2011 às 11:48 am 3

    Muito bom; a família é a base da cociedade desde que esteja relacionada com DEUS; depois vem a hombridade com H.


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