M de mulher

No dia 8 de março o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, data reconhecida pela ONU somente em 1975, embora tenha sua origem no início do século XX.

A insatisfação das mulheres com os salários e as condições de trabalho nas fábricas, com jornadas de trabalho de 15 horas, impostas pela Revolução Industrial, foi o pano de fundo para o surgimento da data. O incêndio em uma indústria têxtil de Nova York, com a morte de 130 artesãs que, por protestarem, foram trancadas em seu interior, é sempre lembrado como o marco original do Dia Internacional da Mulher.

Embora estampado por reivindicações trabalhistas, o fato é que as mulheres, na virada do século XIX para XX, já buscavam igualdade de direitos e reconhecimento. Já escrevi aqui sobre o movimento feminista da década de 60, que reavivou a luta das mulheres por seus direitos.

Há muito tempo, em uma conversa com amigos, discutíamos o papel da mulher em nossa sociedade. Um deles defendia insistentemente que a mulher tinha que ser submissa ao homem. Pela entonação de sua voz, o que ele sugeria, na verdade, é que a mulher fosse quase uma escrava, e o homem seu senhor. Infelizmente, esse pensamento tacanho e imbecil persiste na cabeça de muitos homens.

Ora, quando Deus criou Eva, pensou em um ser que completasse o homem, e não que lhe servisse:

Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”.
Gênesis 2:18

Outros buscam na mulher uma Amélia, aquela que, nas palavras de Ataulpho Alves e Mário Lago, é que era mulher de verdade, pois não tinha a menor vaidade e achava bonito não ter o que comer…

O motivo de tantas lutas e reivindicações das mulheres é simples: nós, homens, não lhes damos o devido valor, e temos dificuldades em reconhecer quão importante papel elas têm.

Pense comigo: o que seríamos de nós, homens, sem as mulheres? Para começar, nem existiríamos, pois somente elas tem o dom de gerar em seu ventre um ser, e quando ele nasce, o alimentam com seus seios. Também não teríamos a quem amar, pois Deus criou Eva justamente porque viu a necessidade de Adão em ter alguém que o completasse em todos os sentidos.

Sem as mulheres, o mundo não teria o colorido que só elas são capazes de dar, pois existiriam apenas as cores básicas para a composição de uniformes de futebol (preto, branco, vermelho, verde e azul). Não dá pra imaginar o mundo sem o pink que elas tanto adoram!

As músicas não teriam um som agradável. Seriam feitas unicamente com tons graves e sem graça, e o repertório composto por hinos de clubes. Nada de sopranos ou contraltos, nem de Aretha, Adele, Witney, Amy, Betânia, Ivete, Gal, Elis…

Tudo seria rústico e grosseiro, pois não haveria o toque leve e suave que só as mulheres possuem.

Os homens precisam entender que a diferença existente entre nós e as mulheres não significa inferioridade nem subserviência. Elas merecem tratamento diferenciado, mas este deve repleto de amor, respeito e honra. Não foi a toa que Pedro escreveu:

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações. 1 Pedro 3:7

Se nós, homens, compreendessemos as necessidades femininas e aprendessemos a tratar as mulheres como descreve a Bíblia, não precisaríamos de um único dia no ano para refletir e celebrar, nem de leis Maria da Penha. As mulheres certamente seriam mais felizes (e nós também!).

Parabéns a você, querida leitora, pelo Dia Internacional da Mulher!

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2 comentários para "M de mulher"

  1. celia marcondes 8 de março de 2012 às 4:19 pm 1

    Parabéns Edu por compreender tão bem as mulheres. Com certeza foi por isso que Deus o abençoou com a presença e a beleza da Priscila e da Patrícia.

  2. Lucia Pianelli Fiore 9 de março de 2012 às 12:58 pm 2

    Obrigada Priscila pelo envio e parabéns pelo “nosso dia” e um maridão bastante consciente de nosso posição e valor.


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