Perdoai as nossas dívidas…

me perdoaPerdoar, segundo o dicionário Michaelis, significa “conceder perdão a; ser humanitário, tolerante; absolver, remitir (culpa, dívida, pena etc.); desculpar”. Perdão, segundo o mesmo dicionário, é a “remissão de uma culpa, dívida ou pena.”

Antes de prosseguir, deixo ao leitor a seguinte pergunta: O que é mais fácil: perdoar ou pedir perdão?

Jesus, ao ensinar o povo a orar, deixou a seguinte súplica:

“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6:12)

O conceito parece fácil, mas sua aplicação pode ser uma verdadeira operação de guerra. Ou não.

A oração de Jesus, conhecida como “Pai Nosso”, mostra que o pedido de perdão é atendido na mesma proporção em que é concedido. Por esse motivo, dividirei nossa conversa em duas partes. A de hoje é sobre o pedir perdão.

Pedir perdão não é fácil. Requer, de início, o reconhecimento de uma falha, pois se não ofendi, por que deveria pedir perdão?

Dá para perceber que, da mesma maneira que o ato de perdoar, o de pedir perdão envolve uma escolha e, como dizem, “cada escolha, uma renúncia”.

Ao pedir perdão, o ofensor escolhe abrir mão de sua razão, reconhecendo, em atitude de humildade, que cometeu um erro. Moleza, afinal somos todos humildes e não há em nós orgulho que impeça admitir que falhamos com alguém, não é mesmo?

Somos seres humanos e não gostamos de pedir perdão. Não é da nossa natureza. Talvez por isso foi preciso Jesus ensinar…

Um bom exemplo acerca da atitude que deve ter aquele que busca o perdão de alguém é o do filho pródigo, cuja parábola, também ensinada por Jesus, você pode ler aqui:

Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.
“Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente.
Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade.
Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos.
Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
“Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!
Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti.
Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. (Lucas 15:11-19).

“Não sou mais digno de ser chamado teu filho.”

Reconhecer a gravidade de seus atos ao ponto de aceitar a renúncia da paternidade por seu pai mostra a profundidade do arrependimento e a extensão da humildade do filho pródigo. Será que estou preparado para, quando admitir meus erros, agir da mesma forma?

Continua …

 

 

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